domingo, 12 de janeiro de 2014

Quasar

Apresentação (ou Introdução, Prefácio, Preâmbulo, Prólogo)

Sabe aquilo que dizem aos adolescentes? Que eles não são especiais, no sentido de que coisas ruins (ou boas) não acontecem só com eles? Bem, depois de ouvir este... como chamar... esta admoestação várias vezes (não necessariamente com as mesmas palavras e não necessariamente dirigida a mim) sempre penso que minhas boas ideias (ao menos para mim são boas) já foram pensadas por alguém, e isto me desestimula a sequer tentar levá-las a cabo. Este começo se faz necessário como uma proteção contra críticas (que invariavelmente virão). Ao mesmo tempo ele é uma clara mostra do que meu terapeuta define mais ou menos como medo de se expressar (ou da reação à expressão). É como se, nas palavras dele, eu estivesse pedindo desculpas pelo que vou falar. Hehe, estou revisando o parágrafo e me imaginando explicando-o a leitores (uma explicação sobre uma explicação). 

A questão (do parágrafo anterior e não do texto pelo qual resolvi escrever) é que (e isso não é nada novo, eu sei), tenho uma ideia na cabeça, uma protoideia, na verdade; uma ideia que acredito ser genial mas que ainda não tomou forma, irreconhecível no mínimo ao mundo das palavras (ou da comunicação através de palavras) e muitas vezes ao tentar expulsá-la, ao tentar dar à luz a esta ideia, o que nasce é um monstro mitológico deformado que pouco lembra o rascunho traçado no meu mundo interno. Aí (e aqui estou me expondo ao nível de nudez mas, você sabe, não sou EU, é o superego escrevendo), as pessoas não me reconhecem como o gênio que sou mas como alguém dispensável, sem valor, desprezível.

Há quem pense que ser notado como desprezível é melhor do que não ser notado (do que ser invisível) ao ponto de ser tornar desprezível para ser notado. Voltando: a quantidade de apostos explicativos nos meus poucos textos gritam o desespero que tenho por me fazer entendido. Eu faço aposto dentro de aposto. Parece uma expressão algébrica complexa que "desce" a 15 níveis quando só se tem 3 símbolos para separá-los: chaves, colchetes e parênteses. No caso da redação, até onde eu sei, temos vírgula, parênteses e travessão, com a diferença que este não tem ordem de precedência, o que me leva a outra questão relacionada: não sei escrever, ponto final. Não é só questão de ter o vocabulário e não saber usá-lo. Não domino o vernáculo tanto em quantidade como em qualidade. Não é apenas minha semântica ruim, minha sintaxe também é pobre. Embora não me considere incoerente sou deveras incoeso e, pasmem (ou não), estou piorando com o tempo, involuindo. Pelo menos eu sei que parte deste problema é falta de prática. Ao menos também SEI QUE NÃO SEI. Como se chama mesmo isso? Ignorância percebida? É algo assim. Bem, para poder partir deste ponto para o NÃO SEI QUE SEI eu preciso de auxílio que não encontro aqui em Porto Velho ou na internet. Os cursos de redação que encontro são todos técnicos, específicos para uma determinada área. Me pergunto se um curso de direito ou jornalismo me ajudaria.

Por fim, tem a questão da indisponibilidade e da indisposição (nada menos que pura preguiça). Às vezes parece que está tudo lá (pelo menos a princípio, como talvez agora): ideias e palavras fluindo na mente, no entanto, por exemplo, estou no trabalho (onde até tenho alguma liberdade, contanto que não abuse) ou em casa, na cama, e simplesmente não consigo me levantar (literal e figuradamente falando) e escrever. Há uma força quase que gravitacional que me faz permanecer onde estou. Talvez esta força não seja a preguiça, talvez seja a junção irracional dos temores relatados no primeiro parágrafo que cria um bloqueio psicológico e para mim seja mais "cômodo" dizer que é preguiça. Cômodo no sentido de que eu não tenha que pensar noutro termo. Não que seja cômodo sair falando (ou ouvindo) que você não tem disposição para trabalhar. Na realidade, pode ser que eu tenha ouvido desde criança que "este" ou "aquele"  comportamento é característico de preguiçoso. O fato é que nem sempre é preguiça. Até porque às vezes eu já estou de pé, a força não está atuando, ela nem existe neste momento, mas é só surgir a ideia que, como uma irmã gêmea, a força começa a atuar, agora não me prendendo na cama, mas me levando a caminhos alternativos: continuar Chrono Trigger, assistir Naruto ou Seinfeld, ir ao cinema ou até voltar à leitura de Sandman! Sexo não, porque não consigo transar com a cabeça assim. Sexo pra mim não é fuga, pelo menos nesta dimensão.

E é isso. Aqui, por enquanto, você não vai encontrar soluções ou resoluções. Talvez uma parca Ausentação (ou Conclusão, Posfácio, Pos-âmbulo, Epílogo), pois procurando escrever-vos sobre sonhos e mangas, tive por necessidade escrever-vos sobre temores e dúvidas. Não sou digno de ser chamado de unha de Agostinho, mas espero que minhas confissões sirvam a alguém, especialmente a mim mesmo. :)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Cancele sua caixa postal

Vou começar uma categoria nova (que no meu blog são identificados pelos marcadores aqui ao lado) chamada de "ideias", é não pensei em nenhum nome melhor, se você tiver coloque aí nos comentários. Serão textos com devaneios que, na minha opinião, supostamente melhorarão ou solucionarão problemas com o formato atual de algum serviço, produto, tecnologia ou qualquer outra coisa. Pra começar, falarei de um serviço de telecomunicação.

Se você ligar para mim e por algum motivo meu celular estiver desligado ou eu não atender, você não vai ouvir em seguida aquela famosa mensagem das operadoras para deixar o seu recado na caixa postal. Por que? Ora, porque eu mandei cancelar este serviço infernal criado provavelmente por um inquisidor medieval especialista em tortura psicológica. (Aliás, em vez de torturador esse cara deveria se chamado de torturagente, não é?).

Você sabia que podia pedir pra cancelar a caixa postal? Pois é, os seus amigos agradecem, o seu dinheiro agradece e a sua operadora também. Afinal, será um gasto a menos pra todo mundo, e não só financeiramente falando.

Eu ia fazer toda a minha defesa em torno do porque você deve fazer o cancelamento mas o Marcos Castro falou tão bem que eu decidi só encaminhá-los a ele. Só gostaria de deixar claro que eu tive a ideia sem o conhecimento do vídeo. Foi num momento pessoal de irritação contra esta instrumento do Satan Goss. Assista aí e depois continue lendo.


Bem, essa é a primeira ideia e o meu intuito é que cada uma delas vire uma campanha em prol da melhoria tratada no texto. Divulguem, adiram, cancelem.

Ah, quase esqueci de um pequeno detalhe: como realizar o cancelamento. Leia isso aqui.

Novo layout

Opa, o blog tá de cara nova. Eu estava quase desistindo do Blogger e partindo para o WordPress por tá achando trabalhoso mexer no layout por aqui (sim, eu faço questão de não aprender a mexer com isso, quero manter o foco da escrita), mas apareceu uma opção nova ou ela já tava lá e eu não tinha visto. Enfim, tá aí, gostei. Coloquei os marcadores aqui ao lado pra vocês navegarem por "categorias". Em breve vou usar melhor as redes sociais (principalmente o twitter) pra divulgar novos posts, portanto, me sigam por lá: @ozixsama.

Achei que desse jeito ficou melhor e tá quase como quero. Já dá pra dizer que o blog tá na versão beta. É, eu sei, eu havia dito que a versão anterior era a beta, mas relevem isso, por favor. Agora sim, vamos ver se a frequência dos textos aumenta, mantendo, é claro, o padrão ozix de qualidade. E vocês o que acharam?

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Vídeo do dia (ou da semana ou do mês)

Eventualmente estarei postando (e gerundiano, pelo visto) coisas que gostei por aqui. Aí vai uma mensagem de João Dias de Araújo e Décio Emerique Lauretti:


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Férias e Ressurreições

Olá pessoal. Desta vez a desculpa da ausência é que abril foi mês de férias. Eu e a Lara conhecemos o Beto Carrero e o Ibirapuera - os parques, é claro. Tudo maravilhoso. Desde que decidimos começar a viajar, já fomos a Manaus e Fortaleza, mas esta foi nossa melhor viagem até agora. Pra ser mais exato esta foi a primeira viagem que gostamos, a única que deixou um gostinho de "quero mais". Veja bem, que manauaras e  cearenses não me levem a mal. Não estou falando mal da cidade ou qualquer coisa relacionada (embora exista) e sim da minha viagem à estes locais. Não foi a melhor das experiências. Talvez até pela inexperiência em viajar, mas isso é outra história.

Em Balneário Camboriú comemos o melhor churrasco de nossas vidas...  num espetinho!
Chegamos em São Paulo, no sábado, e no domingo fomos tomar café na padaria Santa Teresa, atrás da Catedral da Sé com um excelente pão com manteiga na chapa. De lá iríamos à Sala São Paulo tentar pegar uma apresentação da OSESP, mas pesquisando no Google Now, acabamos decidindo visitar o Teatro Municipal, já que estávamos lá por perto mesmo. Chegando lá vimos uma fila para compra de ingressos e decidimos ficar para assistir. E nossa primeira experiência em assistir uma orquestra sinfônica foi indescritivelmente maravilhosa. A arquitetura do teatro não chamou tanta atenção quanto a do Teatro Amazonas, mas a acústica é igualmente espetacular. Esta impressão se deu, talvez, porque em Manaus não chegamos a assistir uma apresentação, por outro lado participamos da visita com guia, excelente por sinal, que nos detalhou tanto a história da construção do Teatro, mostrando e explicando cada área do mesmo, quanto o contexto social da época. Já em São Paulo como chegamos em cima da hora para a apresentação, não olhei muito ao redor. Mas desde o momento em que os músicos começaram a afinação (não sei se há um termo específico para aquilo que descrevo como uma passagem de som de alguns segundos apenas) a impressão é de ter sido transportado a outra dimensão, onde a leis naturais são completamente diferentes do que meu ouvido está acostumado. E qual não foi a nossa sorte: acabamos por assistir ao virtuoso pianista venezuelano, em minha desvaliosa opinião, Sérgio Tiempo.

Obs.: Comecei a escrever este texto em maio e agora (15 de julho) não lembro mais direito do que aconteceu. Mas vá lá. Publiquei assim mesmo, só com que já havia escrito, pra não perder a viagem (saiu sem intenção de ter duplo sentido =P).