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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Level up... and fail again

É isso aí meus amigos. Quem diria, hein? Já estou me aventurando no mundo da poesia. Deixei um hiato de alguns dias para reflexão, uma pausa dramática proposital, acreditem. Eu já tenho outra na agulha, esta mais pesada. Coming soon.


Mas, primeiro… O Máscara é baseado no Loki, irmão (ao menos no universo Marvel) do Thor, que aparecem, ambos em Sandman, cuja saga “As Bondosas” acabei de ler, entre outras. Aliás, não lembro de ter entrado em contato com história melhor para definir o termo “trama” (usada até no sentido literal neste arco). As crônicas de gelo e fogo ganham por volume (tanto de palavras quanto de personagens) mas “As Bondosas” é mais densa.


Terminei o quinto livro (após uma grande enrolação que intencionava encurtar o tempo entre a leitura deste e do sexto, a ser publicado ano que vem, assim espero) da grande saga fantástica (BTW, o que necessariamente fantasia tem a ver com fantástico?) de George R. R. Martin, que apesar de ser americano, fez bem o dever de casa e está contando devidamente uma história monárquica medieval. Quer dizer, leve em consideração que é um também americano (sim, latino) fazendo esta afirmação. A questão é, terminei, e está acontecendo exatamente o motivo que me fez demorar a começar a ler: estou órfão de novo. Sabe aquela sensação que você teve quando DBZ acabou? Não sei qual foi a história de vocês mas a minha foi DBZ, entre outras.


Hoje, é claro, gerencio bem melhor o sentimento do que na época em que assisti ao anime (até porque, apesar de qualquer coisa, a vida continua e se você procurar, encontrará algo pra preencher a lacuna criada.) Isso me fez lembrar da Apimentada música “Novidade”. Grande Sérgio!


Acredito que amo, cada vez mais, perenidades. Acredito que estou, obviamente, me desapegando cada vez mais de frivolidades. Embora, no momento que vos escrevo, esteja com alguns meses sem jogar PS3 mas com uma vontade louca de fazê-lo. Embora (repare na dupla negação), eu creio que jogue, brinque e enfim, me entretenha, com fins eternos também. Não muito diferente do que me leva a comer ou beber água, acredite ou não.


Indiscutivelmente, ainda faço muita coisa de valor passageiro, inclusive comer, mas estou aprendendo. O Gaither Vocal Band tem uma canção que resume bem o sentimento: One Good Song. Vá pesquisar lá, você sabe onde. Não, não vou embutir vídeos ou links, seu preguiçoso.


No meu caso, eu acrescento uma boa história. Seja ela contada em livro, quadrinhos, game, oralmente, TV, cinema, teatro e por aí vai. A mídia não importa.

E é isso. See you next mission. Oh! Como eu aguardei por anos a tal “mission”. Que acabou sendo a Zero, ou seja, a previous mission.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Quasar

Apresentação (ou Introdução, Prefácio, Preâmbulo, Prólogo)

Sabe aquilo que dizem aos adolescentes? Que eles não são especiais, no sentido de que coisas ruins (ou boas) não acontecem só com eles? Bem, depois de ouvir este... como chamar... esta admoestação várias vezes (não necessariamente com as mesmas palavras e não necessariamente dirigida a mim) sempre penso que minhas boas ideias (ao menos para mim são boas) já foram pensadas por alguém, e isto me desestimula a sequer tentar levá-las a cabo. Este começo se faz necessário como uma proteção contra críticas (que invariavelmente virão). Ao mesmo tempo ele é uma clara mostra do que meu terapeuta define mais ou menos como medo de se expressar (ou da reação à expressão). É como se, nas palavras dele, eu estivesse pedindo desculpas pelo que vou falar. Hehe, estou revisando o parágrafo e me imaginando explicando-o a leitores (uma explicação sobre uma explicação). 

A questão (do parágrafo anterior e não do texto pelo qual resolvi escrever) é que (e isso não é nada novo, eu sei), tenho uma ideia na cabeça, uma protoideia, na verdade; uma ideia que acredito ser genial mas que ainda não tomou forma, irreconhecível no mínimo ao mundo das palavras (ou da comunicação através de palavras) e muitas vezes ao tentar expulsá-la, ao tentar dar à luz a esta ideia, o que nasce é um monstro mitológico deformado que pouco lembra o rascunho traçado no meu mundo interno. Aí (e aqui estou me expondo ao nível de nudez mas, você sabe, não sou EU, é o superego escrevendo), as pessoas não me reconhecem como o gênio que sou mas como alguém dispensável, sem valor, desprezível.

Há quem pense que ser notado como desprezível é melhor do que não ser notado (do que ser invisível) ao ponto de ser tornar desprezível para ser notado. Voltando: a quantidade de apostos explicativos nos meus poucos textos gritam o desespero que tenho por me fazer entendido. Eu faço aposto dentro de aposto. Parece uma expressão algébrica complexa que "desce" a 15 níveis quando só se tem 3 símbolos para separá-los: chaves, colchetes e parênteses. No caso da redação, até onde eu sei, temos vírgula, parênteses e travessão, com a diferença que este não tem ordem de precedência, o que me leva a outra questão relacionada: não sei escrever, ponto final. Não é só questão de ter o vocabulário e não saber usá-lo. Não domino o vernáculo tanto em quantidade como em qualidade. Não é apenas minha semântica ruim, minha sintaxe também é pobre. Embora não me considere incoerente sou deveras incoeso e, pasmem (ou não), estou piorando com o tempo, involuindo. Pelo menos eu sei que parte deste problema é falta de prática. Ao menos também SEI QUE NÃO SEI. Como se chama mesmo isso? Ignorância percebida? É algo assim. Bem, para poder partir deste ponto para o NÃO SEI QUE SEI eu preciso de auxílio que não encontro aqui em Porto Velho ou na internet. Os cursos de redação que encontro são todos técnicos, específicos para uma determinada área. Me pergunto se um curso de direito ou jornalismo me ajudaria.

Por fim, tem a questão da indisponibilidade e da indisposição (nada menos que pura preguiça). Às vezes parece que está tudo lá (pelo menos a princípio, como talvez agora): ideias e palavras fluindo na mente, no entanto, por exemplo, estou no trabalho (onde até tenho alguma liberdade, contanto que não abuse) ou em casa, na cama, e simplesmente não consigo me levantar (literal e figuradamente falando) e escrever. Há uma força quase que gravitacional que me faz permanecer onde estou. Talvez esta força não seja a preguiça, talvez seja a junção irracional dos temores relatados no primeiro parágrafo que cria um bloqueio psicológico e para mim seja mais "cômodo" dizer que é preguiça. Cômodo no sentido de que eu não tenha que pensar noutro termo. Não que seja cômodo sair falando (ou ouvindo) que você não tem disposição para trabalhar. Na realidade, pode ser que eu tenha ouvido desde criança que "este" ou "aquele"  comportamento é característico de preguiçoso. O fato é que nem sempre é preguiça. Até porque às vezes eu já estou de pé, a força não está atuando, ela nem existe neste momento, mas é só surgir a ideia que, como uma irmã gêmea, a força começa a atuar, agora não me prendendo na cama, mas me levando a caminhos alternativos: continuar Chrono Trigger, assistir Naruto ou Seinfeld, ir ao cinema ou até voltar à leitura de Sandman! Sexo não, porque não consigo transar com a cabeça assim. Sexo pra mim não é fuga, pelo menos nesta dimensão.

E é isso. Aqui, por enquanto, você não vai encontrar soluções ou resoluções. Talvez uma parca Ausentação (ou Conclusão, Posfácio, Pos-âmbulo, Epílogo), pois procurando escrever-vos sobre sonhos e mangas, tive por necessidade escrever-vos sobre temores e dúvidas. Não sou digno de ser chamado de unha de Agostinho, mas espero que minhas confissões sirvam a alguém, especialmente a mim mesmo. :)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

As 13 Tribos de Israel

Responda rápido. Quantas tribos tem o povo de Israel? Se você respondeu 12, bem... está certo. Você sabe isso porque foi ensinado assim ou porque já leu alguma das várias passagens bíblicas em que são feitas referências a 12 tribos: os 12 homens que juntaram pedras do Jordão - um de cada tribo (Js 4.8); 12 pedras no peitoral da veste sacerdotal (Ex 28.15-21); Tiago endereçou sua carta às 12 tribos (Tg 1.1); A nova Jerusalém tem 12 portas com o nome das 12 tribos (Ap 21.12); Jesus disse que Israel tem 12 tribos (Mt 19.28); Entre outras.

Mas, você já tentou contá-las? Vamos lá:
  1. Rúben;
  2. Simeão;
  3. Levi;
  4. Judá;
  5. Zebulom;
  6. Issacar;
  7. Dã;
  8. Gade;
  9. Aser;
  10. Naftali;
  11. Benjamim;
  12. Efraim;
  13. Manassés.
Hein? Como assim? Pois é. Dependendo de como você conta, dá pra chegar a 13. Um texto onde você pode encontrar listadas estas 13 tribos é o de Números 2. Nele, o Senhor diz a Moisés como ficarão dispostas as tribos no arraial israelita, isto é, onde cada tribo irá erguer suas tendas e seu estandarte. E o layout é este:


A explicação desta contagem é simples:


Jacó teve 12 filhos homens: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, José e Benjamim. Homens, estes, dos quais descenderam todo o povo de Israel, como lemos, por exemplo, no famoso capítulo das bençãos de Jacó sobre seus filhos, Gn 49. O versículo 28 deixa bem claro que “Todas estas são as doze tribos de Israel”. Mas se você voltar um pouquinho, vai ler algo interessante: “E Jacó disse a José: ...Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus... segundo o nome de seus irmãos serão chamados na sua herança... E eu tenho dado a ti um pedaço da terra a mais do que a teus irmãos” Gn 48.3,5,6,22. Ou seja, Jacó adotou os filhos de José, Efraim e Manassés, como seus, ficando com 14 filhos! Mas, como o próprio Jacó explica, ele só fez isso para que José (que segundo 1 Cr 5.1 ganhou o direito de primogenitura) tivesse uma herança maior. Então, apesar dos filhos de José serem “chamados entre as tribos de Israel”, eles são uma tribo só, a de José.

Só que, parafraseando Agailton Silva, esta história não acaba aqui. Acontece que os levitas tornaram-se uma tribo especial. Há muito o que falar sobre Levi (e Simeão), desde o caso do estupro de Diná, passando pela "benção" profética de Jacó, a escolha dos levitas no caso do bezerro de ouro, a separação da  tribo por Deus e mais um pouco. Irei, no entanto, me ater ao último ponto.


A tribo de Levi foi consagrada como tribo separada para estar diante do SENHOR, para o servir, e para abençoar em seu nome” Dt 10.8. Ela também não teve herança na divisão de Canaã, Dt 10.9 e não foi contada entre o povo, Nm 2.33. Por isso, em alguns casos são citados Efraim e Manassés mas não Levi ou José, o que pode levar alguém a pensar que os primeiros são as décima primeira e décima segunda tribo. Na verdade só achei dois casos assim. Não houve, entre os 12 espias, representante de Levi: Nm 13.1-15. O segundo e mais notório caso não é necessariamente um texto bíblico e sim o da divisão da terra de Canaã, especificamente o mapa do território, como este:





A repartição de Canaã (Josué capítulos 13, 15-19, 21) é interessante. Embora Levi não ter recebido herança, o Senhor deu algumas cidades no meio do território das outras tribos. Outro detalhe é que as tribos de Rúben, Gade e metade da tribo de Manassés pediram a Moisés que ficassem à margem direita do Jordão e foram atendidas. Por isso que Manassés tem 2 territórios. Veja como ficou:



Repartição de Canaã entre as tribos (Josué):
13.14,33: Levi (Js 21)
13.15-23: Rúben
13.24-28: Gade
13.29-31: Manassés Oriental
15:            Judá
16-17:      José (Efraim e Manassés Ocidental)
18.11-28: Benjamim
19.1-9:     Simeão
19.10-16: Zebulom
19.17-23: Issacar
19.24-31: Aser
19.32-39: Naftali
19.40-48: Dã

Observe que na divisão da terra de Canaã, a meia tribo de Manassés que ficou dalém do Jordão juntamente com Rúben e Gade, ficou sendo chamada de Manassés Oriental enquanto que a outra meia tribo é referenciada juntamente com Efraim como "os filhos de José" (Js 16), inclusive eles chegam a Josué falando como um povo só (Js 17.14-17).



Outro caso na questão das listagem das tribos é o dos 144 mil. Ap 7.4-8 diz que "de todas as tribos dos filhos de Israel" serão assinalados 12 mil de cada uma das seguintes tribos: Judá, Rúben, Gade, Aser, Naftali, Manassés, Simeão, Levi, Issacar, Zebulom, José, Benjamim. Observe que neste caso, são deixados de fora os nomes de Efraim e Dã e incluídos Levi, Manassés e José.

Eu usei a palavra "nome" em vez de "tribo" porque, de fato, o nome de Efraim não foi citado, mas a tribo de Efraim vai estar entre os assinalados, inseridos como a tribo de José. Ora, uma vez que a tribo de José foi citada, não haveria necessidade de citar Efraim ou Manassés, pois estas é que compõe aquela. No entanto, como a tribo de Dã foi deixada de fora, o Senhor decidiu contar mais uma vez os filhos de José separadamente para chegar a 12. Então, onde se lê: José, entenda que é Efraim (que apesar de não ser o primogênito acabou como o maior dos irmãos, Gn 48.13-20) representando seu pai. Outra maneira de entender a citação de José e não explicitamente Efraim, tem ligação com a herança das tribos, discutido no tópico anterior. Neste caso, Manassés seria a Manassés Oriental, enquanto que José seria a junção de Efraim e Manassés Ocidental.


Levi não teria porque ficar de fora, já que o Novo Testamento deixa claro que na dispensação da graça o sacerdócio levítico foi substituído pelo de Cristo, que é eterno e perfeito (
Hebreus 7), do qual  faz parte a Igreja que é "...o sacerdócio real..." 1 Pe 2.9. Fora isso Levi, independente de qualquer outro argumento, fazia parte das 12 tribos. O fato dela não ter sido contata no passado em algumas situações não a impedia de ser incluída entre os assinalados.

Não sei dizer porque Dã ficou de fora. Vi várias tentativas de explicação, mas não me convenci. Citaram algumas falhas da tribo como um todo e de alguns danitas, mas é notório que outras tribos também falharam tanto individual como coletivamente. Cito aqui a decisão dos benjamitas de apoiar seus conterrâneos no caso do levita que teve sua concubina abusada até a morte por gibeonitas (na verdade eles queriam "conhecer" o próprio levita), que acabou numa guerra civil que quase levou Benjamim à extinção. Eventos registrados nos três últimos capítulos do livro de Juízes.

A parte final de Ezequiel trata da Restauração de Israel, a partir do capítulo 33 (mais especificamente, 40). Parte desta profecia diz respeito ao reino milenial, o que a colocaria num tempo posterior ao dos 144 mil (Grande Tribulação). O capítulo 48, que fala da divisão da terra entre as tribos, cita as 13 tribos (Dã entre elas). Antes, Ez 47.13 explica que apesar de José ser uma tribo, terá duas partes.
Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;
Gênesis 48:5
Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;
Gênesis 48:5
Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;
Gênesis 48:5
Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;
Gênesis 48:5
Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;
Gênesis 48:5
Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;
Gênesis 48:5
Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;
Gênesis 48:5