segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Você entende o que canta? - Análise de "Não Posso Explicar"

Não Posso Explicar (Henry Maxwell Wright)


Mais perto de Jesus, procuro sempre eu chegar
Mais belo que o ouro do Sol nado é a Ti mirar
Em pensamento, sonhos, tanta glória nunca vi
Pois Ele é mais belo do que eu jamais previ!

Não posso explicar
Quão meigo é Jesus
Mas, face a face, no Teu lar
Eu Te verei, Jesus!

A estrela resplendente da manhã é minha luz
O lírio dos vales é o bom Senhor Jesus
Suave e doce é o cheiro que só vem de Ti
Pois Ele é mais belo do que eu jamais previ!

Se mágoas vêm me perturbar, o bálsamo Ele tem
Me toma nos Seus braços e, assim, descanso bem
Na cruz levou Jesus o meu pecado sobre Si
Pois Ele é mais belo do que eu jamais previ!


Vou me ater aos seguintes versos:

Mais belo que o ouro do Sol nado é a Ti mirar

O que quer dizer "o ouro do sol nado"?

Segundo o Priberam:
(latim natus, -a, -um)
adjetivo
1. Que já nasceu. = NASCIDO, NATO
2. Que já está no horizonte (ex.: sol nado).

Ou seja, a expressão diz respeito à beleza dourada do sol nascente (acredito que, levando só em consideração a definição 2, sol nado também pode ser referir ao ocaso). Assim, o verso quer dizer que é mais belo contemplar Jesus do que o nascer do Sol.

O lírio dos vales é o bom Senhor Jesus

Aqui temos um possível erro exegético. Há uma corrente que interpreta os personagens principais (os noivos) do Cântico dos cânticos como representações de Jesus e a Igreja. O detalhe é que há passagens deste belo poema em que o narrador é o noivo, noutros a noiva, e quem está falando no capítulo 2.1 "Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.", é a noiva. É claro notar que o noivo termina sua parte em 1.11. À partir do versículo 12, "Enquanto o rei está assentado à sua mesa, o meu nardo exala o seu perfume." obviamente é a noiva quem começa a narrar, e vai até o final do capítulo 3.

Por fim, o 3º parágrafo me parece um pouco confuso, aparentemente sem coesão: ele conclui que Jesus é bálsamo para mágoas, descanso, e que morreu na cruz... porque ele é belo. Não me parece fazer sentido, nem ser o real motivo para o Senhor ser e fazer tais coisas, mas para ser solidário com o poeta, vou dizer que ele usou o termo beleza aí, como sinônimo do amor divino, que, de fato, é incomparavelmente belo.

O que acham? Deu pra entender? Restou dúvidas?

sexta-feira, 31 de março de 2017

Muito obrigado


Escrevi originalmente num grupo de amigos no Telegram, no celular mesmo, em resposta a uma felicitação. Como gostaria de compartilhar com outros amigos sem precisar copiar e colar e como saiu um pouquinho maior do um simples agradecimento, resolvi publicá-lo aqui:



Muito obrigado! O amor e a graça remidora do Senhor, o cuidado fiel de minha companheira, o sorriso de meu rebento, a solicitude de minha família, os momentos, bons e maus, compartilhados com meus amigos e irmãos e, por fim, a música que avidamente persigo e que arrebata meus sentimentos. Tendo tudo isso em conta, como poderia abrir a boca para solicitar a menor das benesses? Tudo o que me resta é glorificar e exaltar meu criador, além de ser grato pela vida de cada um de vocês. O pecado de minhas muitas murmurações deveria ser imperdoável diante de tais verdades, mas, tão insistente quanto minha carne em novamente me fazer pecador, assim também é o poderoso e superabundante dom gratuito de meu Resgatador. Sei que ainda hei de passar por mais provas e dor, pois a vida também consiste do dia mau (e através da minha o nome de Cristo deve ser glorificado), porém, quero recordar no meu coração daquilo que me dá esperança, das renovadas misericórdias do Pai. Apesar de, talvez, não ter passado pela décima parte do que lamenta o profeta, como ele, esperarei e confiarei no Senhor. Pela fé, e por tudo que relatei aqui eu digo: muito obrigado!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Reversão do verso inverso

Sobre hinos em inglês com versão em português

Traduções e adaptações de hinos em inglês sempre existiram, afinal, somos frutos de missionários que saíram de lá e importamos entre os costumes, o musical. Na verdade, no começo, só havia hinos em inglês mesmo, que aos poucos foram sendo traduzidos para o vernáculo – note a quantidade de autores estrangeiros nos hinários (Harpa Cristã, Cantor Cristão, etc).

Robert Reid Kalley (1809-1888) e sua esposa Sarah Poulton Kalley (1825-1907) plantaram os marcos iniciais da hinologia evangélica no Brasil através da coletânea Salmos e Hinos. Quando as gravadoras cristãs chegaram por aqui, décadas depois, você pode notar grupos ou corais (como Som Maior ou Vencedores por Cristo) fortemente influenciados pela música norte-americana, ao menos nos primeiros álbuns. Antes, no entanto, alguns já haviam sido inspirados para louvor da glória de Deus com lindas composições tupiniquins. Nomes como Salomão Luiz Ginsburg, Paulo Leivas Macalão, Frida Vingren e João Dias de Araújo. O baiano Manuel Avelino de Souza também está entre os destaques nacionais. Sobre ele o musicólogo batista Roberto Tôrres Hollanda, escreve:
“... Qual foi a contribuição de Manuel Avelino? Dar sentimento nacional a uma hinódia importada”.

A música é de fato, como diz o clichê, universal. Não faz, portanto, sentindo deixar de apreciar um trabalho, qualquer que seja, pelo simples fato de ele não ter sido produzido no (ou por pessoas do) seu país. Por outro lado, é justa a censura nacionalista à exaltação da música importada (principalmente, em nosso caso, de língua inglesa), à sensação de que uma canção parece ser melhor se cantada no idioma anglo-saxão. Branco Mello e Sérgio Britto têm uma crítica sobre este tema na música “A melhor banda de todos os tempos da última semana”.

É claro que, se você parar para pensar, o cerne da questão é a alienação, a falta de senso crítico para avaliar a música, e isto serve para a avaliação de qualquer tipo de música (ou de qualquer avaliação), inclusive brasileira. Não dá pra dizer se uma canção é boa depois que ela já te fisgou, depois que você já está entorpecido por aquele solo alucinante, aquela batida dançante, aquela voz arrebatadora, a não ser que sua definição de boa música coincida com a de música entorpecente.

Tem também outro ponto. Não sei se você percebeu, mas estou falando de julgar a música como um todo. É claro que eu sou livre pra gostar de uma música por apenas um destes detalhes listados acima ou porque ela me foi dedicada em minha vitória da maratona de minha cidade. Gosto é gosto, tem fatores pessoais. Eu já gostei de filmes medíocres simplesmente porque curti os efeitos especiais ou a trilha-sonora, a fotografia, etc, mas eu tinha consciência disso. Não saí por aí dizendo que o filme era bom. O recado é: aprecie boa arte, não importa a origem, mas não seja monocordicamente bitolado.

Como sempre, este era para ser um texto simples que extravasou. A ideia é listar as músicas que conheço que foram adaptadas para o português, mas ao invés de colocar aqui, eu fiz uma playlist no Youtube. Ela será aumentada conforme for lembrando (ou lembrado) de mais canções (sei de um monte interpretadas pelo Michael W. Smith e pelo Ron Kenoly). Mande aí nos comentários as que esqueci. Embora ache importante, não tive o trabalho de referenciar o compositor ou o primeiro intérprete, apenas coloquei a versão que conheço ou a que saiu primeiro na pesquisa. Ah, e por enquanto só tem a versão em inglês.

Acesse a aqui a playlist.

Edit: Pessoal, alguns videos o YouTube não abre em dispositivos móveis.
Edit 2: Shame on me. Esqueci de citar as fontes do texto. Aí vai:

Fonte: Uma panorâmica sobre salmos e hinos na música evangélica no Brasil. Gilson Santos. Acessado em 20/06/2015 em: http://www.gilsonsantos.com.br/pdfs/salmos_e_hinos_musica_evangelica_brasileira.pdf

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Desentendido por mea culpa de algodão

Já ouvi dizer que a letra mata, Que estudo enfada, Que o que edifica é a oração. Vou contar agora o que acontece, oh mandrião, Na descontextualização. Parece doutra tradução Essoutra interpretação De que a leitura é danação. Veja só em Paulo aparente contradição, Amava tanto a ocupação Que mesmo estando na prisão, Sua vida perto à conclusão, Livros pediu para instrução, Quiçá até recreação, Então... Se pra bom entendedor, meia, Pro mau, sebo nas canelas atrás da explicação. Porque se esse peixe nunca for pescado com as suas próprias mãos, meu irmão, Pode acabar passando por tão grande privação Té que se veja indo lá fora encarar de vez esse leão. Sem profecia, corrupção! Notou o sábio Salomão. Porém a qual revelação Fez o monarca alusão? Só à mensagem do vidente Ainda que incoerente? Ou pode a Bíblia habilmente Edificar a fé do crente? Repetição do ensinamento A quem domina o sermão Traz morte lenta, desalento E ilusória fartação. Um enlatado ontem cruento É requentado amanhã. Não é o leite alimento Para madura alma cristã. Se pra bom entendedor meia, Pro mau, sebo nas canelas atrás da explicação Porque se esse peixe nunca for pescado com as suas próprias mãos, meu irmão, Pode acabar passando por tão grande privação Té que se veja indo lá fora encarar de vez esse leão. Seu discurso a todos confunde, Em ser complicado não há virtude E a não ser que este seja o fim, Verbosidade será sempre ruim No simples há profundidade Há riqueza na concisão Não havendo mediocridade Menos é mais, a não ser que não. Se pra bom entendedor meia, Pro mau, sebo nas canelas atrás da explicação Porque se esse peixe nunca for pescado com as suas próprias mãos, meu irmão, Pode acabar passando por tão grande privação Té que se veja indo lá fora encarar de vez esse leão. O simplório é só torpor Muito barulho sem valor. Até por sábio é reputado O homem tolo quando calado.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Level up... and fail again

É isso aí meus amigos. Quem diria, hein? Já estou me aventurando no mundo da poesia. Deixei um hiato de alguns dias para reflexão, uma pausa dramática proposital, acreditem. Eu já tenho outra na agulha, esta mais pesada. Coming soon.


Mas, primeiro… O Máscara é baseado no Loki, irmão (ao menos no universo Marvel) do Thor, que aparecem, ambos em Sandman, cuja saga “As Bondosas” acabei de ler, entre outras. Aliás, não lembro de ter entrado em contato com história melhor para definir o termo “trama” (usada até no sentido literal neste arco). As crônicas de gelo e fogo ganham por volume (tanto de palavras quanto de personagens) mas “As Bondosas” é mais densa.


Terminei o quinto livro (após uma grande enrolação que intencionava encurtar o tempo entre a leitura deste e do sexto, a ser publicado ano que vem, assim espero) da grande saga fantástica (BTW, o que necessariamente fantasia tem a ver com fantástico?) de George R. R. Martin, que apesar de ser americano, fez bem o dever de casa e está contando devidamente uma história monárquica medieval. Quer dizer, leve em consideração que é um também americano (sim, latino) fazendo esta afirmação. A questão é, terminei, e está acontecendo exatamente o motivo que me fez demorar a começar a ler: estou órfão de novo. Sabe aquela sensação que você teve quando DBZ acabou? Não sei qual foi a história de vocês mas a minha foi DBZ, entre outras.


Hoje, é claro, gerencio bem melhor o sentimento do que na época em que assisti ao anime (até porque, apesar de qualquer coisa, a vida continua e se você procurar, encontrará algo pra preencher a lacuna criada.) Isso me fez lembrar da Apimentada música “Novidade”. Grande Sérgio!


Acredito que amo, cada vez mais, perenidades. Acredito que estou, obviamente, me desapegando cada vez mais de frivolidades. Embora, no momento que vos escrevo, esteja com alguns meses sem jogar PS3 mas com uma vontade louca de fazê-lo. Embora (repare na dupla negação), eu creio que jogue, brinque e enfim, me entretenha, com fins eternos também. Não muito diferente do que me leva a comer ou beber água, acredite ou não.


Indiscutivelmente, ainda faço muita coisa de valor passageiro, inclusive comer, mas estou aprendendo. O Gaither Vocal Band tem uma canção que resume bem o sentimento: One Good Song. Vá pesquisar lá, você sabe onde. Não, não vou embutir vídeos ou links, seu preguiçoso.


No meu caso, eu acrescento uma boa história. Seja ela contada em livro, quadrinhos, game, oralmente, TV, cinema, teatro e por aí vai. A mídia não importa.

E é isso. See you next mission. Oh! Como eu aguardei por anos a tal “mission”. Que acabou sendo a Zero, ou seja, a previous mission.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Razões entre eu e meu mundo

Um uno pra brincar
Chamar amigos e folgar
Pois a tarefa terminei
É assim que ordena sua lei
Antes do gozo vem a provação
Mas o problema é a tentação
Melhor seria nem saber
Pois quando soube quis fazer
O que me fora proibido
Mesmo com o risco do castigo
Mas do pecado o desapego
No fim trará maior sossego

Um meio de acabar
Com esta métrica vulgar
Com a pobre rima sem esquecer
O meio em que fui me meter
Com a redação com lucidez
Pois é um parto toda vez

Um terço pra rezar
Pois com um auxílio onde tocar
A fé parece aumentar
E a resposta acelerar

Um quarto onde deitar,
E a cabeça reclinar
Depois de um dia labutar

Um cesto pra guardar
Um seixo a valorar

domingo, 12 de janeiro de 2014

Quasar

Apresentação (ou Introdução, Prefácio, Preâmbulo, Prólogo)

Sabe aquilo que dizem aos adolescentes? Que eles não são especiais, no sentido de que coisas ruins (ou boas) não acontecem só com eles? Bem, depois de ouvir este... como chamar... esta admoestação várias vezes (não necessariamente com as mesmas palavras e não necessariamente dirigida a mim) sempre penso que minhas boas ideias (ao menos para mim são boas) já foram pensadas por alguém, e isto me desestimula a sequer tentar levá-las a cabo. Este começo se faz necessário como uma proteção contra críticas (que invariavelmente virão). Ao mesmo tempo ele é uma clara mostra do que meu terapeuta define mais ou menos como medo de se expressar (ou da reação à expressão). É como se, nas palavras dele, eu estivesse pedindo desculpas pelo que vou falar. Hehe, estou revisando o parágrafo e me imaginando explicando-o a leitores (uma explicação sobre uma explicação). 

A questão (do parágrafo anterior e não do texto pelo qual resolvi escrever) é que (e isso não é nada novo, eu sei), tenho uma ideia na cabeça, uma protoideia, na verdade; uma ideia que acredito ser genial mas que ainda não tomou forma, irreconhecível no mínimo ao mundo das palavras (ou da comunicação através de palavras) e muitas vezes ao tentar expulsá-la, ao tentar dar à luz a esta ideia, o que nasce é um monstro mitológico deformado que pouco lembra o rascunho traçado no meu mundo interno. Aí (e aqui estou me expondo ao nível de nudez mas, você sabe, não sou EU, é o superego escrevendo), as pessoas não me reconhecem como o gênio que sou mas como alguém dispensável, sem valor, desprezível.

Há quem pense que ser notado como desprezível é melhor do que não ser notado (do que ser invisível) ao ponto de ser tornar desprezível para ser notado. Voltando: a quantidade de apostos explicativos nos meus poucos textos gritam o desespero que tenho por me fazer entendido. Eu faço aposto dentro de aposto. Parece uma expressão algébrica complexa que "desce" a 15 níveis quando só se tem 3 símbolos para separá-los: chaves, colchetes e parênteses. No caso da redação, até onde eu sei, temos vírgula, parênteses e travessão, com a diferença que este não tem ordem de precedência, o que me leva a outra questão relacionada: não sei escrever, ponto final. Não é só questão de ter o vocabulário e não saber usá-lo. Não domino o vernáculo tanto em quantidade como em qualidade. Não é apenas minha semântica ruim, minha sintaxe também é pobre. Embora não me considere incoerente sou deveras incoeso e, pasmem (ou não), estou piorando com o tempo, involuindo. Pelo menos eu sei que parte deste problema é falta de prática. Ao menos também SEI QUE NÃO SEI. Como se chama mesmo isso? Ignorância percebida? É algo assim. Bem, para poder partir deste ponto para o NÃO SEI QUE SEI eu preciso de auxílio que não encontro aqui em Porto Velho ou na internet. Os cursos de redação que encontro são todos técnicos, específicos para uma determinada área. Me pergunto se um curso de direito ou jornalismo me ajudaria.

Por fim, tem a questão da indisponibilidade e da indisposição (nada menos que pura preguiça). Às vezes parece que está tudo lá (pelo menos a princípio, como talvez agora): ideias e palavras fluindo na mente, no entanto, por exemplo, estou no trabalho (onde até tenho alguma liberdade, contanto que não abuse) ou em casa, na cama, e simplesmente não consigo me levantar (literal e figuradamente falando) e escrever. Há uma força quase que gravitacional que me faz permanecer onde estou. Talvez esta força não seja a preguiça, talvez seja a junção irracional dos temores relatados no primeiro parágrafo que cria um bloqueio psicológico e para mim seja mais "cômodo" dizer que é preguiça. Cômodo no sentido de que eu não tenha que pensar noutro termo. Não que seja cômodo sair falando (ou ouvindo) que você não tem disposição para trabalhar. Na realidade, pode ser que eu tenha ouvido desde criança que "este" ou "aquele"  comportamento é característico de preguiçoso. O fato é que nem sempre é preguiça. Até porque às vezes eu já estou de pé, a força não está atuando, ela nem existe neste momento, mas é só surgir a ideia que, como uma irmã gêmea, a força começa a atuar, agora não me prendendo na cama, mas me levando a caminhos alternativos: continuar Chrono Trigger, assistir Naruto ou Seinfeld, ir ao cinema ou até voltar à leitura de Sandman! Sexo não, porque não consigo transar com a cabeça assim. Sexo pra mim não é fuga, pelo menos nesta dimensão.

E é isso. Aqui, por enquanto, você não vai encontrar soluções ou resoluções. Talvez uma parca Ausentação (ou Conclusão, Posfácio, Pos-âmbulo, Epílogo), pois procurando escrever-vos sobre sonhos e mangas, tive por necessidade escrever-vos sobre temores e dúvidas. Não sou digno de ser chamado de unha de Agostinho, mas espero que minhas confissões sirvam a alguém, especialmente a mim mesmo. :)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Cancele sua caixa postal

Vou começar uma categoria nova (que no meu blog são identificados pelos marcadores aqui ao lado) chamada de "ideias", é não pensei em nenhum nome melhor, se você tiver coloque aí nos comentários. Serão textos com devaneios que, na minha opinião, supostamente melhorarão ou solucionarão problemas com o formato atual de algum serviço, produto, tecnologia ou qualquer outra coisa. Pra começar, falarei de um serviço de telecomunicação.

Se você ligar para mim e por algum motivo meu celular estiver desligado ou eu não atender, você não vai ouvir em seguida aquela famosa mensagem das operadoras para deixar o seu recado na caixa postal. Por que? Ora, porque eu mandei cancelar este serviço infernal criado provavelmente por um inquisidor medieval especialista em tortura psicológica. (Aliás, em vez de torturador esse cara deveria se chamado de torturagente, não é?).

Você sabia que podia pedir pra cancelar a caixa postal? Pois é, os seus amigos agradecem, o seu dinheiro agradece e a sua operadora também. Afinal, será um gasto a menos pra todo mundo, e não só financeiramente falando.

Eu ia fazer toda a minha defesa em torno do porque você deve fazer o cancelamento mas o Marcos Castro falou tão bem que eu decidi só encaminhá-los a ele. Só gostaria de deixar claro que eu tive a ideia sem o conhecimento do vídeo. Foi num momento pessoal de irritação contra esta instrumento do Satan Goss. Assista aí e depois continue lendo.


Bem, essa é a primeira ideia e o meu intuito é que cada uma delas vire uma campanha em prol da melhoria tratada no texto. Divulguem, adiram, cancelem.

Ah, quase esqueci de um pequeno detalhe: como realizar o cancelamento. Leia isso aqui.

Novo layout

Opa, o blog tá de cara nova. Eu estava quase desistindo do Blogger e partindo para o WordPress por tá achando trabalhoso mexer no layout por aqui (sim, eu faço questão de não aprender a mexer com isso, quero manter o foco da escrita), mas apareceu uma opção nova ou ela já tava lá e eu não tinha visto. Enfim, tá aí, gostei. Coloquei os marcadores aqui ao lado pra vocês navegarem por "categorias". Em breve vou usar melhor as redes sociais (principalmente o twitter) pra divulgar novos posts, portanto, me sigam por lá: @ozixsama.

Achei que desse jeito ficou melhor e tá quase como quero. Já dá pra dizer que o blog tá na versão beta. É, eu sei, eu havia dito que a versão anterior era a beta, mas relevem isso, por favor. Agora sim, vamos ver se a frequência dos textos aumenta, mantendo, é claro, o padrão ozix de qualidade. E vocês o que acharam?

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Vídeo do dia (ou da semana ou do mês)

Eventualmente estarei postando (e gerundiano, pelo visto) coisas que gostei por aqui. Aí vai uma mensagem de João Dias de Araújo e Décio Emerique Lauretti:


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Férias e Ressurreições

Olá pessoal. Desta vez a desculpa da ausência é que abril foi mês de férias. Eu e a Lara conhecemos o Beto Carrero e o Ibirapuera - os parques, é claro. Tudo maravilhoso. Desde que decidimos começar a viajar, já fomos a Manaus e Fortaleza, mas esta foi nossa melhor viagem até agora. Pra ser mais exato esta foi a primeira viagem que gostamos, a única que deixou um gostinho de "quero mais". Veja bem, que manauaras e  cearenses não me levem a mal. Não estou falando mal da cidade ou qualquer coisa relacionada (embora exista) e sim da minha viagem à estes locais. Não foi a melhor das experiências. Talvez até pela inexperiência em viajar, mas isso é outra história.

Em Balneário Camboriú comemos o melhor churrasco de nossas vidas...  num espetinho!
Chegamos em São Paulo, no sábado, e no domingo fomos tomar café na padaria Santa Teresa, atrás da Catedral da Sé com um excelente pão com manteiga na chapa. De lá iríamos à Sala São Paulo tentar pegar uma apresentação da OSESP, mas pesquisando no Google Now, acabamos decidindo visitar o Teatro Municipal, já que estávamos lá por perto mesmo. Chegando lá vimos uma fila para compra de ingressos e decidimos ficar para assistir. E nossa primeira experiência em assistir uma orquestra sinfônica foi indescritivelmente maravilhosa. A arquitetura do teatro não chamou tanta atenção quanto a do Teatro Amazonas, mas a acústica é igualmente espetacular. Esta impressão se deu, talvez, porque em Manaus não chegamos a assistir uma apresentação, por outro lado participamos da visita com guia, excelente por sinal, que nos detalhou tanto a história da construção do Teatro, mostrando e explicando cada área do mesmo, quanto o contexto social da época. Já em São Paulo como chegamos em cima da hora para a apresentação, não olhei muito ao redor. Mas desde o momento em que os músicos começaram a afinação (não sei se há um termo específico para aquilo que descrevo como uma passagem de som de alguns segundos apenas) a impressão é de ter sido transportado a outra dimensão, onde a leis naturais são completamente diferentes do que meu ouvido está acostumado. E qual não foi a nossa sorte: acabamos por assistir ao virtuoso pianista venezuelano, em minha desvaliosa opinião, Sérgio Tiempo.

Obs.: Comecei a escrever este texto em maio e agora (15 de julho) não lembro mais direito do que aconteceu. Mas vá lá. Publiquei assim mesmo, só com que já havia escrito, pra não perder a viagem (saiu sem intenção de ter duplo sentido =P).

terça-feira, 5 de março de 2013

Kvothes - Geral/Info/Internet


Frases do half em que morremos. Leia o about.

Se essa seleção tivesse mais flamenguistas e corintianos, voltaria de Londres com 36 medalhas de ouro, 42 carteiras e 53 relógios.

I see dead pixels.

There are 10 types of people: those who read binary code and those who don't.

There's no place like 127.0.0.1

/* no comments */

Se a mensagem não estiver clara, aumente o brilho da tela.

Keyboard not found...Press any key to continue.

Post hoc ergo propter hoc

How many people can read hex if only you and dead people can read hex?

while ( ! ( succeed = try() ) );

bb|[^b]{2} that's the question

roses are #FF0000 violets are #0000FF

All my base are belong to you

Omnis canis in porta sua magnus est latrator.

Fera quaevis in sua silva superbit.

O DOS nunca me disse: Excelent command or filename…

Jamais deixe o computador saber que você esta com pressa.

Pirataria é crime. Não ataque navios.

Já sorriu para o seu computador hoje? Já? Que ridículo...

Eu acreditava no sistema operacional, até que formataram minha família.

Laptopspirose: Doença provocada pela urina do mouse.

Evite o vírus... ferva o computador antes de usar.

Kvothes - Cine/TV Memoráveis


Frases assistidas. Leia o about.

Rosebud...

Old age. It's the only disease, Mr. Thompson, that you don't look forward to being cured of.

Well, it's no trick to make a lot of money... if what you want to do is make a lot of money.

Thatcher: You're too old to be calling me Mr. Thatcher, Charles.
Charles Foster Kane: You're too old to be called anything else.

Don't believe everything you hear on the radio.

Hally Ho!

Toto, I've a feeling we're not in Kansas any more.

There's no place like home.

ATTICA! ATTICA! ATTICA! ATTICA ATTICA! ATTICA! ATTICA! ATTICA! ATTICA! ATTICA!

Sonny: So what country do you want to go to?
Sal: Wyoming.

Oh. Who's being naive, Kay?

I'm gonna make him an offer he won't refuse.

Leave the gun. Take the cannoli.

Just when I thought I was out... they pull me back in.

You talkin' to me?

You shall not pass!

Enquanto isso na sala de justiça...

These pretzels are making me thirsty!!!

What's really going to bake your noodle later on is, would you still have broken it if I hadn't said anything?

Kvothes - about

Se você chegou aqui procurando sobre as aventuras de um certo alquimista, me desculpe. É que eu gosto de usar homônimos, parônimos e cognatos. É claro que, só uso palavras que conheço. E devo dizer que estou no Segundo Dia. Eu sei, a pronúncia não é "quote", pelo menos segundo a propaganda portuguesa.

C-C-C-Cohesion Breaker

Eu tenho um arquivo chamado quotes.txt e vou compartilhar com vocês. Quando o blog tiver seções, eu crio uma só para as frases. Até porque elas vão aumentar.
Tento ao máximo deixar a frase em sua língua original.
A maioria das citações da categoria Cine/TV Memoráveis foram retiradas do IMDB. Todas são de filmes ou episódios que já assisti.
Muitas citações da categoria Pessoas foram retiradas do blog do Orlando Barrozo.

Eu ia colocar tudo logo aqui mas resolvi separar por post.

E você, tem alguma frase que goste ou ache interessante?

segunda-feira, 4 de março de 2013

o Blog e os easter eggs


Pessoal, há alguns adendos que vocês precisam saber para lerem meu textos. Aos poucos eu vou adicionando por aqui. Um deles é que, assim como meus discursos, meus textos são recheados de uma linguagem do universo ozielista. Seria então uma metalinguagem? Eu sei, nós, parafraseando (ou descontextualizando descaradamente) o mestre, "dizemos o que sabemos", mas no meu caso está mais para um apanhado de citações em meio a palavras "originais". Acaba sendo uma brincadeira e um desafio do tipo: você sabe de onde eu plagiei isto? =P

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

As 13 Tribos de Israel

Responda rápido. Quantas tribos tem o povo de Israel? Se você respondeu 12, bem... está certo. Você sabe isso porque foi ensinado assim ou porque já leu alguma das várias passagens bíblicas em que são feitas referências a 12 tribos: os 12 homens que juntaram pedras do Jordão - um de cada tribo (Js 4.8); 12 pedras no peitoral da veste sacerdotal (Ex 28.15-21); Tiago endereçou sua carta às 12 tribos (Tg 1.1); A nova Jerusalém tem 12 portas com o nome das 12 tribos (Ap 21.12); Jesus disse que Israel tem 12 tribos (Mt 19.28); Entre outras.

Mas, você já tentou contá-las? Vamos lá:
  1. Rúben;
  2. Simeão;
  3. Levi;
  4. Judá;
  5. Zebulom;
  6. Issacar;
  7. Dã;
  8. Gade;
  9. Aser;
  10. Naftali;
  11. Benjamim;
  12. Efraim;
  13. Manassés.
Hein? Como assim? Pois é. Dependendo de como você conta, dá pra chegar a 13. Um texto onde você pode encontrar listadas estas 13 tribos é o de Números 2. Nele, o Senhor diz a Moisés como ficarão dispostas as tribos no arraial israelita, isto é, onde cada tribo irá erguer suas tendas e seu estandarte. E o layout é este:


A explicação desta contagem é simples:


Jacó teve 12 filhos homens: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, José e Benjamim. Homens, estes, dos quais descenderam todo o povo de Israel, como lemos, por exemplo, no famoso capítulo das bençãos de Jacó sobre seus filhos, Gn 49. O versículo 28 deixa bem claro que “Todas estas são as doze tribos de Israel”. Mas se você voltar um pouquinho, vai ler algo interessante: “E Jacó disse a José: ...Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus... segundo o nome de seus irmãos serão chamados na sua herança... E eu tenho dado a ti um pedaço da terra a mais do que a teus irmãos” Gn 48.3,5,6,22. Ou seja, Jacó adotou os filhos de José, Efraim e Manassés, como seus, ficando com 14 filhos! Mas, como o próprio Jacó explica, ele só fez isso para que José (que segundo 1 Cr 5.1 ganhou o direito de primogenitura) tivesse uma herança maior. Então, apesar dos filhos de José serem “chamados entre as tribos de Israel”, eles são uma tribo só, a de José.

Só que, parafraseando Agailton Silva, esta história não acaba aqui. Acontece que os levitas tornaram-se uma tribo especial. Há muito o que falar sobre Levi (e Simeão), desde o caso do estupro de Diná, passando pela "benção" profética de Jacó, a escolha dos levitas no caso do bezerro de ouro, a separação da  tribo por Deus e mais um pouco. Irei, no entanto, me ater ao último ponto.


A tribo de Levi foi consagrada como tribo separada para estar diante do SENHOR, para o servir, e para abençoar em seu nome” Dt 10.8. Ela também não teve herança na divisão de Canaã, Dt 10.9 e não foi contada entre o povo, Nm 2.33. Por isso, em alguns casos são citados Efraim e Manassés mas não Levi ou José, o que pode levar alguém a pensar que os primeiros são as décima primeira e décima segunda tribo. Na verdade só achei dois casos assim. Não houve, entre os 12 espias, representante de Levi: Nm 13.1-15. O segundo e mais notório caso não é necessariamente um texto bíblico e sim o da divisão da terra de Canaã, especificamente o mapa do território, como este:





A repartição de Canaã (Josué capítulos 13, 15-19, 21) é interessante. Embora Levi não ter recebido herança, o Senhor deu algumas cidades no meio do território das outras tribos. Outro detalhe é que as tribos de Rúben, Gade e metade da tribo de Manassés pediram a Moisés que ficassem à margem direita do Jordão e foram atendidas. Por isso que Manassés tem 2 territórios. Veja como ficou:



Repartição de Canaã entre as tribos (Josué):
13.14,33: Levi (Js 21)
13.15-23: Rúben
13.24-28: Gade
13.29-31: Manassés Oriental
15:            Judá
16-17:      José (Efraim e Manassés Ocidental)
18.11-28: Benjamim
19.1-9:     Simeão
19.10-16: Zebulom
19.17-23: Issacar
19.24-31: Aser
19.32-39: Naftali
19.40-48: Dã

Observe que na divisão da terra de Canaã, a meia tribo de Manassés que ficou dalém do Jordão juntamente com Rúben e Gade, ficou sendo chamada de Manassés Oriental enquanto que a outra meia tribo é referenciada juntamente com Efraim como "os filhos de José" (Js 16), inclusive eles chegam a Josué falando como um povo só (Js 17.14-17).



Outro caso na questão das listagem das tribos é o dos 144 mil. Ap 7.4-8 diz que "de todas as tribos dos filhos de Israel" serão assinalados 12 mil de cada uma das seguintes tribos: Judá, Rúben, Gade, Aser, Naftali, Manassés, Simeão, Levi, Issacar, Zebulom, José, Benjamim. Observe que neste caso, são deixados de fora os nomes de Efraim e Dã e incluídos Levi, Manassés e José.

Eu usei a palavra "nome" em vez de "tribo" porque, de fato, o nome de Efraim não foi citado, mas a tribo de Efraim vai estar entre os assinalados, inseridos como a tribo de José. Ora, uma vez que a tribo de José foi citada, não haveria necessidade de citar Efraim ou Manassés, pois estas é que compõe aquela. No entanto, como a tribo de Dã foi deixada de fora, o Senhor decidiu contar mais uma vez os filhos de José separadamente para chegar a 12. Então, onde se lê: José, entenda que é Efraim (que apesar de não ser o primogênito acabou como o maior dos irmãos, Gn 48.13-20) representando seu pai. Outra maneira de entender a citação de José e não explicitamente Efraim, tem ligação com a herança das tribos, discutido no tópico anterior. Neste caso, Manassés seria a Manassés Oriental, enquanto que José seria a junção de Efraim e Manassés Ocidental.


Levi não teria porque ficar de fora, já que o Novo Testamento deixa claro que na dispensação da graça o sacerdócio levítico foi substituído pelo de Cristo, que é eterno e perfeito (
Hebreus 7), do qual  faz parte a Igreja que é "...o sacerdócio real..." 1 Pe 2.9. Fora isso Levi, independente de qualquer outro argumento, fazia parte das 12 tribos. O fato dela não ter sido contata no passado em algumas situações não a impedia de ser incluída entre os assinalados.

Não sei dizer porque Dã ficou de fora. Vi várias tentativas de explicação, mas não me convenci. Citaram algumas falhas da tribo como um todo e de alguns danitas, mas é notório que outras tribos também falharam tanto individual como coletivamente. Cito aqui a decisão dos benjamitas de apoiar seus conterrâneos no caso do levita que teve sua concubina abusada até a morte por gibeonitas (na verdade eles queriam "conhecer" o próprio levita), que acabou numa guerra civil que quase levou Benjamim à extinção. Eventos registrados nos três últimos capítulos do livro de Juízes.

A parte final de Ezequiel trata da Restauração de Israel, a partir do capítulo 33 (mais especificamente, 40). Parte desta profecia diz respeito ao reino milenial, o que a colocaria num tempo posterior ao dos 144 mil (Grande Tribulação). O capítulo 48, que fala da divisão da terra entre as tribos, cita as 13 tribos (Dã entre elas). Antes, Ez 47.13 explica que apesar de José ser uma tribo, terá duas partes.
Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;
Gênesis 48:5
Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;
Gênesis 48:5
Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;
Gênesis 48:5
Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;
Gênesis 48:5
Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;
Gênesis 48:5
Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;
Gênesis 48:5
Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;
Gênesis 48:5

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

2013 e a versão beta do blog

Olá, olá. Há quanto tempo! Como passaram o fim de ano? Por aqui, estamos quase lá amigos, mais um pouco e o blog vai deslanchar. Desculpe o longo hiato. O fim de ano foi bem puxado na igreja, glória a Deus por isso: ter sido achado digno de servir em alguma coisa no Reino. Depois tiramos um descanso. Agora o blog volta com tudo (leia-se: pelo menos um post por mês).
Tenho muito assuntos a comentar, muitas reflexões da hora do banho, e dúvidas, dúvidas, dúvidas ansiosas por serem respondidas por vocês. Afinal, tudo o que o Mr. Kane aqui mais quer, é o seu amor. =P
Então, apertem os cintos que a calça tá folgada, a segunda marcha engatada, e uma área de turbulência foi encontrada.

Jikai: Caçadores vs 13 tribos vs Quotes.

Ah, e agora o subscribe tem a opção por email. Asim você receberá um email a cada nova postagem, quer dizer, eu acho, ainda não testei. Pra quem ainda não viu é aquele botão escondido ali no lado direito do seu navegador.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Dizer que a história é boa, já é spoiler - Parte 1




Eu ia começar fazendo uma introdução sobre o assunto, mas preferi mostrar este bate-papo com um amigo meu, cujo nome foi alterado. Precisava dizer? Enfim, eu coloquei o título desta postagem naquelas mensagens de status de bate-papos e este meu amigo colocou na dele algo do tipo: "O Oziel tem toda razão". No final eu colei, na conversa com ele, uma outra conversa que estava tendo com uma colega. Eis a conversa:


Eu: :)
Chandler Bing: ;) Mas é! Concordo. Já é spoiler.
Eu: Pois é... trailer e preview nem se fala!!!
Chandler Bing: Sinopse mal feita.
Eu: Vou até colar aqui o que to falando pro Ross: “Não sei se já aconteceu contigo. Eu lembro de ter acontecido uma vez comigo. Eu tava lá em casa, sem nada pra fazer... sem me programar para assistir ou fazer coisa alguma, a TV tá ligada... daí começou um filme que eu nunca havia ouvido falar. Não fazia a menor ideia do que tratava. Resumindo: não só achei o filme muito bom quanto a experiência em geral foi gratificante. De não saber nada antecipadamente. Desde esse dia tento repetir a experiência.”
Pode até ser um exagero meu, mas spoiler é qualquer coisa que te adiante a experiência, a sensação. Você iria sentir uma coisa e acaba sentindo menos.
Chandler Bing: Mas é. Isso é bom. Quem faz muito isso é meu pai. Ele para na frente da TV e diz: “vou ver um filme” e bota em qualquer um que esteja começando. Ele adora fazer isso.
Eu: hehe
Chandler Bing: Já eu, vejo a propaganda e boto pra gravar pra ver quando der tempo, mas aí já se foram metade das surpresas. É como se pegássemos o filme pela metade. É chato mesmo.
Eu: É. O problema é que se você for fazer isso de "entrar" numa história (HQ, livro, filme, game) sem saber nada vai se decepcionar na grande maioria das vezes. Então, às vezes um spoiler é menos decepcionante que a história em si.
Chandler Bing: Mas acho q vale à pena 1 boa de 100 ruins.
Eu: É.
Chandler Bing: Você levantou uma questão legal. Acho que vou fazer como meu pai faz: não vou olhar mais propaganda; quando tiver tempo, vou ver o próximo filme que vai começar.
Vamos iniciar um movimento, com a ideia de obrigar as TVs a colocar um alerta de spoiler em todas as propagandas e trailers de filme que passarem na programação. Aí estaríamos protegidos.
Eu: hehe
Chandler Bing: hehehe
Eu: Eu vejo informação sobre um história para me decidir se gasto meu precioso tempo com ela ou não.
Chandler Bing: Mas se for ruim mesmo a gente para na metade. Às vezes no início mesmo, hehehe.
Eu: No momento que decido, eu para de ver tudo à respeito. Tintim, por exemplo. Só me bastou ler que vão lançar o filme (isso há uns três anos atrás). Não preciso mais ver imagens, trailers, reviews.
Chandler Bing: É uma boa tática também.
Eu: Mas a indústria do spoiler só existe (como qualquer outra) porque tem quem consuma.
Chandler Bing: é verdade
Eu: Tem gente que não consegue segurar a ansiedade.
Chandler Bing: hehehe.
Eu: Os fãs de Harry Potter leem que vai sair um filme daqui um ano.
Chandler Bing: E os mesmos que não aguentam a curiosidade de saber, não seguram a língua pra contar. É como um vírus, vai passando de um pro outro numa velocidade incrível. Tudo que a indústria do spoiler quer.
Eu: Ah, e tem mais uma coisa aí. Percebi que muita gente se decepciona com uma história por causa de pré-informações. Que se transformam em expectativas que não são preenchidas.
Chandler Bing: É verdade. Isso acontece mesmo. Eu nunca vi Avatar, por exemplo, porque já me disseram mais ou menos como é e eu desisti de ver. Como diz o Ross: “eu me desempolguei” e não vi.
Eu: Então é como dizem por aí – Tem que se despir dos pré-conceitos. Tudo bem que, se eu sou fã da HQ do Homem-Aranha há 12 anos. Eu quero que o filme seja fiel à HQ. Eu respeito isso.
Chandler Bing: Mas o filme é a interpretação da HQ. E às vezes é difícil contar a historia, saga ou trecho do HQ em 2 ou 3 horas.
Eu: Ah, com certeza.
Chandler Bing: E fora q ele tem que colocar coisas pra vender o filme.
Eu: Pois é.
Chandler Bing: Então dá um trabalhão mesmo.
Eu: Em qualquer adaptação há perdas.
Chandler Bing: é
Eu: Seja HQ pra cinema, cinema pra jogo, etc. É como tradução. Mas isso de assistir com expectativas é pior numa história inédita como foi com Inception.

Phoebe: oi
Phoebe: bom dia
Eu: oi
Phoebe: tu leu o livro já?
Eu: qual?
Phoebe: Guerra dos tronos
Eu: to lendo
Phoebe: e a história é boa? Tu acha?
Eu: vc gosta de spoiler?
Phoebe: depende. Tem uns bem montados
Eu: ???
Eu: a história é boa, Phoebe.

Chandler Bing: hehehehe.  O que seria um spoiler bem montado? Um que não te fale nada sobre a história e nem a sua opinião sobre ela?
Eu: eu não sei se ela tá falando do spoiler de carro ou de um conceito novo de spoiler =P
Chandler Bing: hehhee

P.S.: Uma vintena vale como "aproximadamente uma semana"?